quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

2017 E O RANÇO



O ano vai se findando e eu hoje encarei um turbilhão de questões sobre o tal ranço...
RANÇO
substantivo masculino
1. decomposição ou modificação que sofre uma substância gordurosa em contato com o ar, dando causa a um gosto acre e a um cheiro desagradável.
2. Cheiro peculiar ao que é ou está úmido ou privado de renovação do ar; mofo, bafio.
Fonte: Google

Na vida usamos o termo para aquelas pessoas que não suportamos mais!

Neste ano, nas redes sociais acompanhei muitas pessoas dizendo que pegaram o tal do ranço, e eu mesma adquiri o ranço... Até estava tudo bem, normal, me divertindo com isso e tal... mas nas minhas resoluções de fim de ano, na minha avaliação sobre o que foi 2017 e nas coisas que pretendo que aconteçam em 2018, me deparei com ele: o ranço!
E então pensei, será que vou ter que conviver com ele pra sempre? Como parar de ter ranço? E filosofei... conversei com amigos sobre o tema, e ninguém soube me responder...
O fato é que 2017 foi um ano complicado pra todo mundo, e isso eu já vinha notando no meio do ano...
Conversando com as pessoas no decorrer do ano, fui reparando que as coisas que me aconteceram, também aconteceram com elas, ou algo muito próximo, e o ranço era real, assim como a crise, os preços altos, as máscaras caindo, o ranço atingiu a todos, até àqueles que nem sabiam desse nome para essa coisa.

Como acontece o ranço?
No meu caso, ele acontece assim: Estou vivendo a minha vida, com meus propósitos e desafios, com meus acertos, mas na maior parte do tempo com meus erros e a minha cara sendo esfregada no chão pra eu aprender e evoluir... mas, no meio do caminho apareceram, aliás, se revelaram algumas pessoas que fizeram coisas que me irritaram, magoaram, sambaram na minha cabeça e eu até agora no fim do ano consegui perdoar todas (eu acho), eu sei que eu também erro e sinto muito, mas não quero mais conviver com algumas pessoas, e a forçação de barra delas pra que eu conviva como se elas não tivessem feito nada, me deu RANÇO! E conversando com algumas pessoas, percebi que pra maioria delas o quadro se estabelece da mesma forma.
É assim, as pessoas são completamente livres pra serem o que quiserem ser, inclusive pra não conviverem comigo, porque eu errei com elas, ou elas cansaram, enfim, ok; da mesma forma que eu sou livre pra ser quem eu sou e escolher me distanciar de quem eu não tenho mais afinidade pra conviver... é simples, por que forçar uma situação? Por que forçar uma amizade, um laço que acabou?, não existe mais, foi bom enquanto durou, mas acabou!

As coisas tem final, e isso é fantástico, porque nos dá de presente novos começos!

Eu não tenho a menor ideia se vou, nem como vou me livrar do ranço, se é que vou... eu só quero seguir a minha vida, o meu caminho e adoraria que cada um fizesse o mesmo...
As relações não devem ser forçadas, nenhum tipo de relação, elas deveriam ocorrer apenas por afinidade... se eu tenho afinidade com você, a gente se relaciona conforme a nossa afinidade, se acabou, se não rola mais, se aconteceu alguma coisa e não dá pra seguir, cada um segue o seu caminho e é feliz, ponto!
O que eu tenho notado é que em geral o ranço se dá quando rola uma forçação de barra, tipo, a pessoa tenta mostrar ser o que não é, se gaba por algo que não foi ela quem fez e etc... Ah, e também me dá ranço em algumas situações que todo mundo está vendo um "serzinho" dizendo ser o que não é, mas geral finge que tá tudo bem... surge até aquela risadinha amarela e hipócrita! 
Chega né minha gente! Vamos começar a ser o que esperamos dos outros?
Vamos olhar o que reclamamos nos outros e corrigir na gente? E vamos parar de forçar amizade onde não tá rolando?
E as festas de fim de ano, hein!? A maior prova do ranço... todo mundo tolera aquele parente que só fala merda na ceia...
Ai ai...
Vamos dizer não quando algo nos faz mal, quando não queremos mais? Vamos parar de conviver apenas pelas aparências?
Acho que se as pessoas, todos nós, começássemos a sermos mais honestos com a gente mesmo, e com as nossas vontades e sentimentos, o mundo começaria a mudar e o ranço poderia desaparecer... mas é só o que eu acho!

PRISCILA KLESSE

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

ESCOLHO O SILÊNCIO

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Hoje eu escolho o silêncio...

Palavras, palavras, palavras...
Tão lindas as que ouço, as que digo, as que ficam e as que vão...
Em vão...
Será mesmo em vão?
Não me importo de ouvir...
mas preciso que elas se materializem em atitudes
as suas e as minhas
Não as quero vazias
Nem de sentimentos, nem de ação
Ação
A palavra que move...
Ou seria o movimento que se torna palavra?

Enfim
Hoje não
Hoje em silêncio
Silêncio para me ouvir
Silêncio para escutar
Para agir e não agir

O silêncio amplia a percepção
Principalmente a interior...
Interior... exterior
Será que existe exterior?
Não seria esse caos todo uma projeção do que vivo aqui dentro?

Não sei

Silêncio

Me silencio

PRISCILA KLESSE

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

DISCURSO DE ÓDIO E RESPEITO À DIVERSIDADE

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Não sei se consigo entender tanto discurso de ódio que acompanho nas redes e mesmo nas ruas...
Também não consigo entender quando esse tipo de discurso ou alguma ironia (violência) sai da boca de gente que eu sei que tem um trabalho e visão bem interessante na luta por igualdade de direitos, independente do segmento.
Eu abomino discursos de ódio, se você gosta é um direito seu e eu até respeito seu discurso, afinal, eu sou a favor da liberdade de expressão, logo, você é livre pra ser quem é e quem quiser ser e isso é ótimo, desde que você, é claro, também respeite minha liberdade de não concordar com sua visão. E é claro que podemos nos respeitar sem nos agredir e até conviver pacificamente...
Eu posso gostar de azul e você de verde sem que eu queira te impor que você tem que gostar do azul, ou você exigir que eu ame o verde...
Mas é duro de ver uma pessoa que defende a diversidade, seja religiosa, étnica, de gênero, etc, falando mal do outro, sendo agressivo... é uma coisa que observo já faz um tempo...
A gente tem vivido um tempo estranho...
Parece que algumas pessoas defendem a diversidade, se a diversidade for a dela, da forma dela, mas aí eu não entendo como diversidade, me desculpe, porque diversidade é tudo... não somos iguais, nenhum de nós, e nem deveríamos tentar ser, isso deveria bastar pra gente se respeitar como somos...
Eu sei que também tenho meus defeitos, meus pré-conceitos, e por isso mesmo procuro não apontar o dedo na cara das pessoas rotulando ou colocando a pessoa num determinado lugar...
As pessoas são livres pra serem o que elas quiserem, e a mim cabe apenas primeiro respeitar quem e o que elas são, e se por ventura eu não gostar, ou não tiver afinidade, eu não preciso conviver, simples assim, não há uma imposição de convívio em nossa sociedade, mesmo nos casos onde essas pessoas são nossos familiares ou trabalham no mesmo lugar que nós, é completamente possível encontrar um meio de convívio profissional, ou mais formal, que apenas exista pra resolver os assuntos necessários, no mais, cada um segue seu caminho, de preferência com Luz e Amor e evitando atritos.
Assim todos podem viver melhor, mais felizes e mais amorosos... precisamos aceitar que às vezes somos tóxicos pra algumas pessoas e algumas pessoas são tóxicas pra nós, e tudo bem... quem sabe nos distanciando a gente e a pessoa não consiga evoluir e até quem sabe um dia a gente se reencontra melhor?
E mais uma coisa, às vezes a gente fica tão de saco cheio dessa segregação toda que ocorre em nossa sociedade que por mais que sejamos mais abertos e mais flexíveis e conscientes acabamos sendo tão segregacionistas quantos os que criticamos, porque nosso discurso exclui também, acabamos excluindo os que não pensam como nós, como eles fazem... será que esse é o caminho? Qual será o caminho pra encontrarmos o tão sonhado respeito àquilo que somos independente se somos pretos, amarelos, rosas ou azuis?

PRISCILA KLESSE

sábado, 9 de setembro de 2017

ENCAIXAR = COLOCAR EM CAIXAS

De onde será que vem esse "hábito" social de querer encaixar todos em alguma coisa?
Rotular, encaixar, qualificar, determinar... pra quê?
Será que aquele que encaixa o outro, faz isso porque teve a sua liberdade encaixotada?
Então, assim como o opressor que só oprime porque é oprimido, eu te encaixoto porque fui encaixotado... Não me sinto qualificada pra responder...
O que sei é que sempre me vejo tentando me encaixar, tentando entrar numa gaveta e etiquetá-la com meu nome... mas não caibo...
Já fui para gavetas maiores, fiquei um tempo... não aguentei... meus pés ficaram apertados e minhas asas amassadas...
Tive que sair...
E constantemente meu processo é esse: Não me encaixo!
Não me encaixo e sou rebelde, mas nem tanto... eu tento caber, tento me encaixar... mas não posso, não consigo...
Isso me fere, machuca...
Mas morro disso um pouquinho todo dia...

PRISCILA KLESSE

domingo, 20 de agosto de 2017

ADMIRAÇÃO E INVEJA

Você já parou pra pensar que esses dois termos aparentemente tão distantes podem ser mais próximos do que a gente imagina?
Vamos pensar sobre a Admiração... Como eu me sinto quando admiro uma pessoa? Em geral eu me identifico com suas qualidades, características e desejo também conseguir ser tão bom quanto ela, porém eu não desejo o mal dela, nem que ela pare de crescer, evoluir e prosperar, e nem que aquele carro, aquele namorado sejam meus, pelo contrário, em mim há um desejo que ela brilhe ainda mais... 
E a Inveja difere disso apenas porque o invejoso deseja que tudo o que é do invejado seja seu e ele vai trabalhar duro por isso te atropelando quando necessário... aí você vai me dizer: Mas então quer dizer que a pessoa que sente inveja é tudo isso? E deseja o meu mal? É um ser maligno? Calma! Vamos destrinchar melhor pra não concluirmos coisas erradas... 
Primeiro, existem pessoas que admiram muito você e são sinceras, mas que quando você conquista alguma coisa ela fica com uma certa inveja pois queria estar no seu lugar, mas não necessariamente significa que a pessoa seja um "demônio" por causa disso... em geral, muitas de nossas amizades são assim, e nós mesmos somos assim às vezes... (Sim, nós somos, não faz essa cara! Assume que você é, acredite, isso facilita a vida e te dá a possibilidade de mudar!). Simplesmente porque o sucesso do outro nos revela o quanto estamos inseguros perante quem somos e o quanto estamos mais focados no externo do que em nós mesmos. E você diz: então você quer me dizer que eu tenho esse comportamento invejoso e que a culpa é minha e eu que estou errado? Não! Estou dizendo que precisamos dar um passo atrás antes de dizer que uma pessoa invejosa é a encarnação do capiroto! hahahaha
Calma, vamos aprofundar mais um pouco... o seu amigo passa num vestibular para cursar medicina, e você fica feliz, comemora com ele, mas ali no fundo você tá com inveja, porque você queria ter passado no vestibular e estar recebendo essa enxurrada de felicitações e de carinho e atenção que o seu amigo está recebendo... Mas péra! Quando mesmo você quis ser médico? Você não queria ser engenheiro, ou ator? Entendeu? Olhe bem... sua inveja neste caso é apenas por uma carência que se revela à sua frente, você consegue estar feliz pelo seu amigo, mas você se sente "menor" porque não está recebendo a atenção que ele está recebendo... Será então que não seria o momento de olhar mais pra si mesmo e entender? ou ao menos procurar entender que o caminho do outro não é o seu? Descobrir qual é o seu caminho? E antes de querer a atenção da galera, que tal se dar essa atenção? Há quanto tempo você espera que alguém te dê algo, quando você mesmo não tem feito muito por si? Só pra despertar uma reflexão....
Mas não vamos nos iludir... existe aquele camarada, nem tão camarada assim... que não perde uma oportunidade de vampirizar a gente... você chega no trabalho com um colar novo, ele nem olha pra você, dá bom dia pro seu colar e, antes mesmo do almoço... Pá! Seu colar se espatifou... Quem nunca?
O nível de "fura olho" é tanto que daria um livro se eu fosse reunir aqui só o que já me aconteceu e o que eu já vi perto de mim...rsrsrs 
Mas ficar com raiva desse ser também não vai resolver nada!
Então o que fazer? 
Diante do camarada que não é nada camarada, eu recomendo o corte, o distanciamento mesmo, e quanto mais longe melhor! Ah, mas você estuda ou trabalha com esta bênção de pessoa? ou pior é seu parente? Vamos lá! Corte também! Tenha apenas o convívio mínimo necessário, não mostre sua vida pra pessoa, exclua das redes sociais, delimite seu território! Gente que não acrescenta não faz falta! E se é só pra sugar? Me poupe né! Você não precisa disso! Nem eu!
Já na questão dessa inveja mais "branda", quando você se ver nessa situação, reflita sobre si mesmo, em geral as coisas que acontecem em nossa vida nos trazem grandes ensinamentos sobre nós mesmos... mas se for com um amigo seu, que você percebeu que ficou "assim" por alguma conquista tua... não dê muita brecha, mas mostre a ele, que o seu caminho é seu, só seu e o dele é o dele... e por mais parecidos que sejam, são diferentes!

NOTA DE ESCLARECIMENTO: Eu não sou terapeuta, nem psicóloga, nem uma blaster entendedora de comportamento humano. Sou apenas uma curiosa e observadora do comportamento humano e das coisas da vida, e tenho a minha própria jornada e as conversas com os amigos como base pras conclusões que chego e posto aqui...

Gratidão!!!

PRISCILA KLESSE

domingo, 6 de agosto de 2017

A FILOSOFIA DO DESENTUPIR A PRIVADA

Como isso me irrita!
Mais ainda porque não fui eu que fiz a merda... literalmente no caso!
Esse “travamento” na fluência natural... é como se uma “coisa”, é, essa coisa aí que você sabe... essa merda, fica ali entupindo, travando o fluir natural da vida... não consegui evitar em refletir sobre o que esse acontecimento horroroso poderia me ensinar...
Mas primeiro vamos aos fatos!
A vida seguia seu curso, cheguei no trabalho ouvindo mantras... Ninguém abalaria minha paz interior no dia de hoje... é, bem que eu queria... até que lá estava o “acontecimento”, uma pessoa usou o banheiro, saiu e com um jeito como se também não tivesse sido ela, me diz: “olha, o banheiro ta entupido... “, mas logo ela se foi... como  quem faz merda na vida da gente... e como tem gente que joga essas “bombas” na nossa vida e nos deixa ali, sozinho pra lidar...
A minha vontade era fingir que aquilo não estava ali... e eu fiz isso por horas... mas não adiantou, aquilo que deveria ter se dissolvido e ido embora naturalmente não queria ir de forma alguma, estava ali... travando o trânsito! Inferno! A paz interior foi pra... você pode imaginar...
E joga balde de água, e dá descarga... e nada!!!! NADA!!!!
Banheiro quase alagado e eu ali implorando pra aquela merda se conscientizar de que ela deveria seguir seu caminho e deixar a vida fluir livremente...hahahaha, claro que fui ignorada... Em vão eu tentava com todas as minha armas... água e descarga e fé! Ah, muita fé de que ele, o obstáculo, ia entender e me fazer esse favor... hahaha, quem me dera!
E então, entendi que por esses meios não resolveria, eu não tinha em mão a única arma que resolveria este problema: Ele, o Desentupidor!!!, tudo bem, eu sabia quem tinha e me emprestaria... e lá fui eu... com apenas uma ligação pelo interfone eu consegui o empréstimo... a minha vontade era que alguém viesse resolver, eu não queria por mais a mão nisso, irritada, a merda nem era minha... inferno... respirei... longe do banheiro, claro, e resolvi que se o problema estava à minha frente eu deveria encará-lo e resolvê-lo da forma que fosse, não pensei em mais nada, apenas na questão resolvida.
Com minha arma em punho, invadi o banheiro e num ato de misericórdia dei a descarga para dar a última chance dele se conscientizar e sair do caminho por conta própria... em vão! Tudo bem, eu já não tinha mais dúvida, ataquei a privada com o desentupidor e rá! Com apenas 3 cutucadas, o fluxo voltou! A ordem natural da vida, a harmonia foi restabelecida! Hahahaha
Aquele “troço” horroroso se foi e tudo ficou como se ele nunca estivesse estado ali!
O alívio, era a paz interior resgatada neste momento... que felicidade!
Depois da paz restabelecida, essa minha cabeça reflexiva, que o tempo todo procura encontrar significado nas coisas... já estava e estou refletindo sobre o fato...
Quantas vezes na nossa vida isso não nos acontece? Quantas vezes uma pessoa ou a gente mesmo faz uma cagada e entope o fluir das coisas, a harmonia, a tranquilidade, a paz? Pois é, e independente de ter sido outro ou a gente, a gente não quer ter que resolver, não quer por a mão ali, não quer ter que pensar sobre aquilo... a gente quer só dar a descarga e aquilo se resolver, ou chamar alguém que tenha os conhecimentos e as ferramentas apropriadas pra resolver... quando a gente poderia aproveitar a ocasião e aprender e resolver por nós mesmos...
Tem gente por aí que parece que passa pela nossa vida só pra jogar bomba e desequilibrar a nossa paz... se é que realmente havia paz, mas isso não vem ao caso agora, fica pra uma próxima.
O fato é que independente de quem fez, o obstáculo está ali, e se você deseja que sua vida continue fluindo você precisa resolver, precisa lidar com ele, mandá-lo embora, fazer com que ele pare de travar o seu fluir.
Muitas vezes a gente segue vivendo com uma pedra no sapato por anos... até se acostuma, pela simples comodidade de não ter que sair da “zona de conforto” (veja postagem sobre isso em: http://eunaosougavetinha.blogspot.com.br/2016/10/), e encarar a pedra, o vaso entupido, aquela mágoa que você carrega, aquela discussão com aquela pessoa, aquela palavra que você disse, ou que não disse, ou que ouviu... e tudo isso vai ficando aí e travando o fluir da sua vida... e você vai deixando pra resolver depois, e depois... e a vida, esse presente tão efêmero, passa, as coisas e pessoas passam e você se quer conseguiu percebê-las, porque mesmo na vontade de ignorar o cocô, sua atenção, sua vida estava todo esse tempo tomada por ele... e a vida se vai... e enquanto você não encarar o cocô e descobrir como tirá-lo do seu caminho, ele vai ficando ali... limitando a vida, o fluir... deixando um cheiro ruim no ar, sempre “alagando” você...
Encare! Não tenha medo... Por mais que alguns problemas nossos pareçam dragões gigantes... não passam de cocô... você consegue! Olhe pra você! Entenda quem é você e o poder que você é! Se perceber que sozinho, com sua “água” você não dá conta, peça ajuda, encontre a ferramenta certa e enfrente, ataque, sem medo... talvez você se suje um pouco, mas depois do restabelecimento da paz, tomar um banho, fazer aquela faxina no banheiro vai ser até divertido, acredite. O que não é divertido é ficar aí esperando... Vai lá! Encara e resolve, você pode! Se eu pude, você também pode! Depois me conta!!!
Seja leve, tire o peso!

Grande beijo!
Priscila Klesse

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

BERT HELLINGER - SOBRE RESPEITO


"Respeitar significa, antes de tudo, reconhecer. Respeitar uma pessoa é reconhecer que ela existe, que é como é, e que é certa da maneira como é. Isso pressupõe que eu me respeite da mesma forma - que eu reconheça que existo, que sou como sou e que, tal como sou, também sou certo.
Quando respeito a mim e ao outro dessa maneira, renuncio a construir uma imagem de como deveríamos ser. Sem essa imagem não existe juízo sobre o que seria melhor. Nenhuma imagem construída se interpõe entre mim e a realidade, tal como ela se mostra.
Isso possibilita um segundo elemento, que também pertence ao respeito: eu amo o real, tal como ele se mostra. Isto significa, antes de tudo, que me amo tal como sou, amo o outro tal como ele é, e amo a maneira de sermos diferentes.
O respeito inclui ainda um terceiro elemento, talvez o mais belo: eu me alegro com o real, tal como se manifesta. Alegro-me comigo tal como sou; alegro-me com o outro, tal como ele é, e alegro-me com o fato de que sou diferente dele e ele é também de mim.
Esse respeito mantém distância. Ele não invade o outro e não permite que o outro me invada, me imponha alguma coisa ou disponha de mim de acordo com sua imagem. Ele torna possível que nos respeitemos sem nada querer um do outro.
Quando precisamos ou queremos algo, um do outro, devemos ainda questionar um quarto ponto: nós nos promovemos mutuamente ou inibimos o desenvolvimento nosso ou do outro?
Se, da forma como somos, impedimos nosso desenvolvimento ou o do outro, o respeito nos separa, ao invés de nos aproximar. Nesse caso, devemos cuidar para que cada um siga o seu próprio caminho e se afaste. Com isso, o amor e o contentamento por mim e pelo outro se aprofundam, em vez de diminuir. Por quê? - Porque o amor e a alegria são tranquilos, como o respeito."

Bert Hellinger,
Criador da Constelação Familiar

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

FRUSTRAÇÃO

  Resultado de imagem para barco a deriva


Na vida, desde sempre nossa busca é por se manter em pé e ter sucesso nos desafios que nos propomos e nos que nos são propostos... o tempo todo vivemos de desafios, o tempo todo temos que nos vencer e nos superar, eu particularmente, não acredito no vencer os outros, porque a única competição que me coloco hoje é comigo mesma, vencer e superar a mim mesma, afinal os outros são os outros, um outro universo, completamente diferente de mim e por isso não há como e nem porque eu competir com algo que é diferente de mim. Não vou mentir, já fiz isso muito tempo da minha vida, mas hoje percebo que de nada serve ganhar de alguém, estar por cima de alguém... pra quê? Satisfação do meu ego? Só isso? Pra durar 5 minutos de satisfação e em seguida eu já estar alucinada querendo outra competição pra que esses 5 minutos de prazer durem mais um pouco? Não, obrigada, isso não me satisfaz, mas eu respeito totalmente quem gosta e quem se sente bem... são escolhas, não há certo ou errado, há o que faz bem pras pessoas, a mim não faz, mas se faz a você, ótimo!
Mas voltando, os desafios chegam e conforme vamos ultrapassando barreiras e vencendo a nós mesmos, vamos nos tornando experientes, mais fortes, perdendo certos medos, mudando crenças, etc..
Mas e quando você tem certeza que uma coisa que você investiu toda a sua energia, confiança e determinação, que só pelo processo você já foi mudado, mas ela não chega, não acontece... como você lida com isso? Como lidar com essa frustração gigante que pode tomar conta da sua vida? Seja um negócio que você investiu seu dinheiro, uma viajem tão esperada... qualquer coisa... o que fazer quando dá tudo errado e simplesmente o que você tinha certeza que era seu naquele momento e daquele jeito... não é! Como vencer esse desafio?
Na verdade eu também não sei...(risos), queria muito saber, de verdade, mas me pego exatamente nesse momento... Eu, que geralmente tenho meus momentos de baixa, mas que logo em seguida me levanto... não sei o que fazer... eu que até hoje sempre tive vários planos caso o ideal desse errado... estou sem plano nenhum... 
Uma coisa inesperada entrou em minha vida, senti que devia seguir e fui com toda minha fé e energia... tudo estava dando certo, venci a mim mesma em várias etapas do processo, mas na hora que cheguei pra pegar meu "presente"... ele não podia ser meu... ele não é pra mim...
Daí, parei, fiquei em silêncio, tentei meditar, perdi a concentração, passei horas conversando com um amigo e talvez nessa conversa eu mesma tenha me dado a frase que faltava pra eu querer levantar... 
Eu gosto muito de estudar as Leis do Universo, a Metafísica e essas coisas... e me peguei lembrando de um conceito da Lei da Atração... Diz que não há nada que você peça que o Universo não te dê. Lembrando que não é um pedido como ir na padaria comprar 5 pãezinhos.. (risos). é a tua energia (vibração) que emparelha com o que você quer, e o que você quer chega até você...
Só que daí eu entrei em outro questionamento... o que será que fiz (vibrei) errado que não me permitiu chegar onde queria? Ou será que ainda estou no caminho do que quero, e aquilo não seria bom pra mim?
Daí me chega essa frase:

"Você terá de sofrer pela verdade, mas esse sofrimento é necessário. E através do sofrimento você amadurecerá, o seu ser interior amadurecerá. Você alcançará uma agudez e uma clareza que só aparecem através dos confrontos, que só vem quando os fatos são encarados. Quando você sentir raiva, enraiveça-se de verdade para que possa também perdoar verdadeiramente."
(Osho)

E percebo o quanto esse momento pode ser útil, o quanto ele é apenas mais um dos desafios da vida...
E que em breve ele passará, eu, provavelmente o terei superado, e seguirei em alguma direção... Enfim... ainda estou em meio aos questionamentos... mas uma certeza eu já tenho... a Frustração não é ruim, pelo contrário... é só uma mudança de caminho, pra nos mostrar o quanto a vida é incerta, o quanto não deveríamos ter certeza de nada, pois tudo pode mudar assim, de repente... e isso pode ser bom, se você estiver aberto...
Por hora, é isso... vou ficar por aqui... me abrindo ao que está por vir....

Priscila Klesse

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

SOBRE EVOLUIR...


Evoluir é crescer, vencer a si mesmo na construção de um eu com menos defeitos, mais sábio, com maior conhecimento, principalmente auto-conhecimento e a partir de então, desbravar novos mundos, e entender as coisas com mais lucidez e maturidade do que anteriormente, até que se descobre um novo ponto a ser ultrapassado e assim evoluir mais um pouco e seguir crescendo.
Individualmente, a cada passo de evolução eu deixo pra trás pedaços meus, que foram muito importantes num outro momento, ou não, mas agora já não tem mais utilidade, não fazem mais sentido nesse novo momento, com esse novo ser que me torno. É como morrer e nascer, sem precisar que isso de fato aconteça. Quantas vezes já morri e nasci nesses meus 32 anos? E quantas ainda morrerei e nascerei? Espero que muitas!!
Coletivamente é o mesmo, porém há agravantes e questões difíceis bem aumentadas, se individualmente todo esse processo já é bastante complicado, pois nos deparamos com o enfrentamento do nosso ego, fazemos birras e relutamos muito nas mudanças, imagina isso coletivamente, com milhões de pessoas travando suas "batalhas" internas e ainda convivendo umas com as outras e querendo viver num mundo, numa sociedade melhor... 
Há, sem dúvida, muito trabalho a ser feito, mas acredito que começando por mim, eu posso inspirar umas duas pessoas do meu convívio, que mudando inspirarão outras duas e assim por diante... 

Priscila Klesse

domingo, 1 de janeiro de 2017

GANDHI - PRA GUIAR 2017


"Deus, ajudai-me a dizer a verdade para o forte e a esquivar-me de contar mentiras para ganhar o aplauso do fraco. 
Se me derdes fortuna, não me tireis a razão. 
Se me derdes sucesso, não me tireis a humanidade. 
Se me derdes humanidade, não me tireis a dignidade. 
Deus, ajudai-me a ver o outro lado da moeda. 
Não me deixeis acusar outros de traição só porque não pensam como eu. 
Deus, ensinai-me a amar as pessoas como amo a mim mesmo e a julgar a mim mesmo como julgo os outros. 
Por favor, não me deixeis ser orgulhoso se for bem sucedido, ou cair em desespero se fracassar. Recordai-me de que o fracasso é a experiência que precede o triunfo. 
Ensinai-me que perdoar é o mais importante no forte e que vingança é o sinal mais primitivo do fraco. 
Se me tirardes meu sucesso, deixai-me manter minha força para conseguir sucesso a partir do fracasso. 
Se eu falhar com as pessoas, dai-me coragem para me desculpar, e se as pessoas falharem comigo, dai-me coragem para perdoá-las. 
Deus, se eu me esquecer de vós, por favor, não vos esqueçais de mim."

Mahatma Gandhi